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Nem tudo o que se faz em team building funciona.
A investigação explica porquê.

Ao longo dos anos, tenho acompanhado de perto muitas decisões de investimento em team building. Quase todas partem da mesma intenção: melhorar o desempenho das equipas.

Mas há uma pergunta que raramente é colocada com o devido rigor:

O team building funciona mesmo?

A resposta curta é: sim.
Mas a resposta completa é mais exigente.

Há um estudo a que recorro frequentemente quando abordo este tema — de Klein, Diaz Granados, Salas e colegas (2009) — que analisou várias intervenções de team building.

A conclusão é clara: “O team building tem um impacto positivo moderado, sobretudo ao nível das relações e dos processos de equipa”

Ou seja, contribui para melhorar a confiança, a comunicação e a forma como as pessoas trabalham em conjunto. Mas há aqui um ponto que faz toda a diferença:

o impacto não é automático nem garantido.

O mesmo estudo identifica quatro dimensões críticas:

  • definição de objetivos
  • relações interpessoais
  • resolução de problemas
  • clarificação de papéis

Quando estas dimensões não estão presentes, o efeito das ações tende a ser limitado — ou até inexistente.

E é precisamente aqui que, na prática, muitas iniciativas falham.

O que observo com frequência, enquanto gestora de projetos, é um foco muito forte na escolha do programa de team building: atividades bem desenhadas do ponto de vista lúdico, envolventes, até memoráveis mas sem ligação clara a:

  • objetivos concretos
  • dinâmicas reais da equipa
  • continuidade após a ação

E sem essa ligação, o impacto dissipa-se rapidamente.

Porque o team building não é — ou não deveria ser — um momento isolado.

Não é apenas uma pausa na rotina. Nem uma recompensa.

É uma ferramenta de desenvolvimento organizacional.

E, como qualquer ferramenta estratégica, exige intenção, método e consistência.

Na Equinócio, vemos isso de forma muito clara:

quando existe alinhamento entre o desenho da intervenção e os objetivos da organização, os resultados tornam-se visíveis — não só no ambiente, mas no desempenho.

Por isso, a questão não é se o team building funciona. A questão é: em que condições é que funciona.

Saiba mais: DOI: 10.1177/1046496408328821


Da investigação à prática. Equinócio

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